As eleições gerais do ano passado não deixaram arestas entre o PSB e PSDB. A garantia é do governador Wilson Martins (PSB), que preside o Diretório Estadual do PSB no Piauí. Segundo ele, o fato das duas siglas estarem em lados opostos nas eleições gerais do ano passado, não afasta a possibilidade de estarem juntas no pleito municipal do próximo ano.
Martins explicou que a condução das discussões municipais cabe aos Diretórios Municipais. "A recomendação que dou é que o PSB se aproxime do povo, dos movimentos sociais, da sociedade como um todo", pontuou, acrescentando que, para isso, a discussão pode ser feita com todos os partidos políticos, "independentemente de qual sigla partidária". O chefe do executivo estadual garantiu que não há aresta com nenhum partido. "Ninguém é inimigo de ninguém. Então, o PSB pode conversar com o PSDB. Não há nenhuma aresta", frisou.
Para ele, a disputa deve acontecer apenas no ano eleitoral, onde cada um tem a oportunidade de colocar seus argumentos e suas propostas para a população. "Todos têm esse direito. Vai lá e vence que a proposta for entendida pelo povo. A articulação e a conversa com os partidos é absolutamente natural", pontuou.
PSB e PSDB vêm conversando e se aproximando, dando a entender que unirão forças contra a aliança que está sendo costurada entre o PT e o PTB. Descontentes, as duas siglas podem marchar juntas nas eleições municipais do próximo ano. A sintonia entre socialistas e tucanos começa a ser percebida na Câmara Municipal e na Assembléia. Posicionamentos em comuns em relação á matérias e também com a redução das investidas oposicionistas na Assembleia dão demonstrações de que as conversas entre os dois partidos seguem avançadas.
Já a relação entre o PT e o PSB andou estremecida nos últimos dias. Descontente com o tratamento recebido no Governo, o deputado Cícero Magalhães (PT), chegou a anunciar o rompimento e a entrega de cargos cuja indicação lhe caberia. No entanto, o governador Wilson Martins garante que os "impasses" foram contornados e que as críticas despejadas contra o Governo são "compreensíveis".
"Esse é um debate que é muito partidário, mas é compreensível dentro de um Governo, principalmente dentro de um Governo que tem uma base ampla. É natural e democrático que algumas pessoas vá à Tribuna e critiquem, assim como tem gente que vai e elogia", minimizou, ressaltando que mantêm uma relação "fraterna e respeitosa", não só com o PT, mas com todos os partidos da base. "Fomos eleitos junto com outros partidos e vamos continuar trabalhando com eles e com os outros que, por várias razões não puderam estar com a gente e que querem um Piauí melhor, mais desenvolvido. Temos que falar menos de política e mais de trabalho", concluiu.
Fonte:PortalODia
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