Imagem: Cidade Verde

Seca castiga população do Piauí
A TV Cidade Verde iniciou nesta terça-feira (13) asérie de reportagens "Seca: desafio dasobrevivência". Os repórteres Joelson Giordani eJota Ferreira mostraram o drama das famílias quevivem no semiárido piauiense, onde a estiagem éconsiderada a pior das últimas décadas. As equipesflagraram desde dezenas de carcaças de gadomorto na beira da estrada a até um povoado ondea ajuda não chegou e moradores precisam comprarágua a R$ 80 a carrada.
Seca castiga população do Piauí
O drama é vivido por 300 famílias da localidade Chapada do Mocambo, zona rural de Picos. Canos quebrados e carros-pipa parados completam o cenário de drama do semiárido. As águas de quatro caixas não chegam a todos os moradores.
O trabalhador rural José Antonio Santos diz que o problema se agravou com o fim da campanha eleitoral. "Encerrou a política, encerrou a águaaqui", denuncia.
Para quem não compra a água, a mina que chega a um chafariz tem sido a salvação.
Enquanto isso, a Barragem de Fátima, que custou R$ 2,7 milhões e deveria comportar 3 milhões de metros cúbicos de água, virou um amontoado de pedras. "Utilidade nenhuma. Nada, nada, não serve pra nada. O pouco que entra, vai embora", reclama o morador José Edson Nogueira.

Impasse em Picos
Jânio Rufino, da comissão de Defesa Civil de Picos, diz que ainda espera ajuda do Governo do Estado. "Até o momento, o município de Picos não foi contemplado com essa ajuda, nem através de carro-pipa".
A Defesa Civil do Estado rebate e diz que tentou implantar um programa de ajuda para as famílias, mas não houve diálogo com a defesa civil do município de Picos. Além disso, o Estado anunciou o envio de dois carros-pipa para a região.
O gado padece
Na rodovia que leva ao município de Simplício Mendes, 369 quilômetros ao Sul de Teresina, os urubus sobrevivem devorando os restos do gado que morreu de fome e sede. As carcaças são vistas na beira da pista.
Mas foi entre Morro Cabeça no Tempo e Guaribas, perto da divisa do Piauí com a Bahia, que a reportagem encontrou uma das cenas mais fortes da viagem. Carcaças e carcaças de gado morto, próximas uma das outras. Todos animais que morreram sedentos, em busca de água onde não existia.
"Seca como essa eu não tinha visto, não. Eu nasci em 1930 e nunca tinha visto", diz o trabalhador rural Agostinho Ribeiro. Ele pega água suja de uma cacimba para matar a sede da família.

Já na localidade Cajueiro, em São Raimundo Nonato, o trabalhador rural Manoel Pereira dos Santos lamenta a perda na lavoura. "Ano passado nós plantamos. Chegou a nascer, mas não chegou a se criar. Não deu nada, por causa da seca. A chuva foi muito pouca".
Em Caracol, Samuel de Sousa leva o gado para onde deveria haver pastagem.

Dona Maria Zuleide Cândido Santos raciona a comida comprada com R$ 108 do programa Bolsa Família. "Dá para comprar uns 5kg de arroz, 3kg de feijão e um pedacinho de carne. Um galeto não pode comprar porque é caro. Todo o dia cozinha um pouco pra não faltar", relata.

Cidade Verde
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