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POLÍCIA Federal desbaratou "um esquema de favorecimento" em que está envolvido o ex-deputado B. Sá

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

/ Edivan Gonçalves

ex-prefeito de Oeiras e ex-deputado federal pelo Piauí, Benedito de Carvalho Sá (B.Sá)

A Polícia federal desbaratou  um esquema de favorecimentos envolvendo o ex-deputado federal B. Sá. De acordo com denúncia da polícia,  o ex-procurador-geral da Fazenda Nacional ManoeFelipe do Rego Brandão, oferecia vantagens para  o ex-prefeito do município de Oeiras em um "fundo de investimento".

Benedito de Carvalho Sá (B. Sá) é filho de Raimundo Nogueira de Sá e Elizabeth de Carvalho Sá. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco com especialização em Neurologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo professor titular desta cadeira naUniversidade Federal do Piauí.
Atualmente o ex-deputado B.Sá ocupa o cargo de Superintendente da Representação do Piauí em Brasília (Surpi), responsável por fazer a representação do governo de Wilson Martins em Brasília. A Polícia Federal chegou aos dois acusados após fazer grampo de ligações telefônicas.
Segundo a investigação, Manoel Felipe atuava como lobista que facilitava contatos entre a quadrilha e políticos. De acordo com o relatório da Polícia Federal, a quadrilha oferecia às Prefeituras Municipais nomes de "fundos de investimentos" para aplicação de recursos que acabavam gerando prejuízo.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que Brandão tem vínculos com a lobista Alline Teixeira Olivier, advogada e empresária ligada diretamente ao doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado, ao lado de Marcelo Toledo Watson, como um dos líderes da quadrilha.
A interlocução se dava, principalmente, pela sócia dela, Cláudia Maria Maldonado, e também com a “pastinha” Luciane Lauzimar Hoepers. "As pastinhas" são apontadas pelos agentes federais como “mulheres muito bonitas que têm por atribuição percorrer o país visitando os prefeitos e apresentando-lhes os "fundos".
Em uma ligação telefônica grampeada por agentes federais e autorizada pela Justiça, em novembro de 2012, entre Alline e Luciane, o ex-procurador é citado como um oferecedor de vantagens “ao Bessá” (identificação não detalhada pela PF) para investir em um fundo. Aline diz: “O Manoel tem contato com os mais altos, entendeu?
E os meus só os bonzinhos, pequenos, entendeu?”. Luciane responde: “Eu também acho. Ele disse que a gente faz mais ou menos uma coisa assim: dentro das porcentagens de dinheiro que ia vir o retorno e tal. Eu passei o retorno quanto mais ou menos ia dá (sic). Ele falou: ‘Ah Lu, eu vou tentar ver se dessa parte a gente oferece alguma coisa pro Bessá fazer pressão e tal’ (...)”.
Em 1º de agosto de 2012, Luciane também conversou com o doleiro Fayed. No diálogo, Fayed pergunta o que houve durante uma visita feita ao prefeito de Cuiabá (leia transcrição). Em outra chamada, feita em maio deste ano, Alline e Cláudia comentam que “o Prego tem que ligar para abrir mercado em São Luís (MA), que ele falou que tá cheio de contato lá”.
O mercado, de acordo com a Polícia Federal, refere-se a institutos de previdência na capital maranhense. Brandão também mantém contato direto com a “pastinha” Luciane, segundo a apuração policial. Em uma das ligações grampeadas, ele tira dúvidas com ela a respeito de um certificado de registro.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), onde Brandão foi chefe entre 2003 e 2006, é um órgão de direção superior da Advocacia-Geral da União. Atua, principalmente, na representação da União em causas fiscais e em cobranças judicial e administrativa de créditos tributários.
Além disso, trabalha no assessoramento e na consultoria no âmbito do Ministério da Fazenda. O Correio ligou para a casa do ex-procurador, mas foi informado de que ele não estava. Brandão não atendeu as ligações no celular, assim como os advogados de Fayed e de Toledo.
Postado por Luis Gustavo - Portal Novos Tempos, com informações do Jornal Correio Braziliense.

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